Falcões e cães são aliados na segurança dos voos em aeroportos do Rio de Janeiro

Uma técnica utilizada para evitar e eliminar o risco de acidentes envolvendo aves com aviões passou a ser implantada nos aeroportos do Rio de Janeiro desde 2015. Foram registrados muitos focos de acidentes com aves nas proximidades da Baía de Guanabara, como Magé, Niterói, Duque de Caxias e São Gonçalo.

Um mapeamento está sendo utilizado e considerado como parte do Programa de Gerenciamento de Risco da Fauna, que tem a função de observar e mitigar os riscos referente aos focos de atrativos da fauna próximo a ASA – Área de Segurança Aeroportuária, realizando o manejo destes animais nas localidades do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, também conhecido como Galeão.

Esse trabalho conta com a presença do Cepar – Centro de Prevenção de Aves de Rapina, onde para a efetuação do trabalho estão sendo utilizadas aves de rapina e cães treinados para o encurralamento ou a captura de aves que põe em risco a segurança dos voos realizados diariamente no Galeão.

De acordo com uma nota publicada no site do RIOGaleão, o mapeamento que está sendo realizado junto a concessionária responsável pela administração do aeroporto também será introduzido em outras cidades do Rio de Janeiro. O objetivo de um levantamento completo é para saber exatamente quais são os tipos de aves que vivem nessas regiões, quais as localidades que mais concentram focos de aves – como lixões e em locais de pesca – e quais são suas principais características que podem pôr em risco a segurança aeroespacial praticada no Rio de Janeiro.

Em 2015, começaram a ser utilizados a falcoaria e os cães para o propósito de evitar os acidentes envolvendo aves em aeroportos, tendo uma grande redução de 30% no número de acidentes registrados nesses aeroportos. De acordo com dados do Cenipa – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, houve 109 acidentes em 2015 envolvendo aves e aviões, e foi reduzido para 74 ocorrências em 2016 e 76 em 2017.

Houve uma redução de 50% das espécies de aves que habitam as áreas consideradas propícias a acidentes após as medidas adotadas a partir de 2015, afirma a Cepar.

Os cães que estão fazendo parte deste programa de segurança são da raça pointer inglês, e foram treinados para encontrar focos dos pássaros em instalações do aeroporto, como ninhos, carcaças ou filhotes. Quando os cães encontram esses pássaros a equipe do Cepar faz o recolhimento das aves que passam por uma avaliação, são catalogadas e soltas no “Parque Natural de Gericinó”, localizado em Nilópolis.