Crianças bilíngues apresentam melhor desempenho escolar

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Aprender um segundo idioma em qualquer idade se torna um benefício que expande as fronteiras culturais e melhora a capacidade de socialização, além disso, as chances no mercado de trabalho se tornam maiores, mas quem aprende um idioma na primeira infância obtém benefícios que estão relacionados com mais vantagens neurológicas e cognitivas.

No Estado de São Paulo nos últimos 20 anos, o número de escolas bilíngues que era de 20 aumentou para 100, apresentando o maior índice no país na concentração de matrículas na educação infantil de idade até 4 anos. De acordo com os profissionais que atuam nesse ramo, o crescimento no número de matrículas está ligado ao avanço de pesquisas e descobertas que evidenciam as vantagens neurológicas e cognitivas quando uma criança na primeira infância tem um ensino bilíngue.

A comprovação através de estudos realizados em vários países mostram que o bilinguismo tem resultados positivos, e esse estímulo gera um efeito no cérebro ocasionando melhoria nas habilidades que não estão relacionadas somente à linguagem.

Os governos estão enxergando as descobertas como um incentivo para que as crianças possam melhorar o desempenho escolar, por isso, escolas públicas fazem parte dos planos para a expansão de ensino de uma segunda língua. Os estados americanos de Oregon, Carolina do Norte, Delaware, Utah e Washington são exemplos desse plano.

As escolas que ensinam duas línguas no Brasil ainda não estão sob uma legislação que defina o mínimo de carga horária para que sejam consideradas como bilíngue, mas o Ministério da Educação (MEC) tem diretrizes curriculares que regem as unidades de ensino desse ramo pedagógico. Conforme a Organização de Escolas Bilíngues (Oebi), a carga horária mínima deve ser de 75% na educação infantil, 35% no fundamental e 25% no médio.

Com as comprovações de pesquisas uma abertura maior surge para essa modalidade de ensino. Antes acreditava-se que o ensino de duas línguas para crianças na primeira infância poderia dificultar o aprendizado ou trazer prejuízos no desempenho escolar, no entanto, o que de fato existem são benefícios, como o comprovado pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, que afirma que crianças bilíngues desenvolvem maior controle inibitório, uma habilidade para focar quando existem estímulos conflitantes.