Consulta sobre casamento de homossexuais começará na Austrália

Uma pesquisa que contará com 15 milhões de australianos e será enviada por correio perguntará se a lei deve mudar para a permissão do casamento de pessoas do mesmo sexo com opção de resposta entre sim e não. O protesto contou com vários manifestantes que defendem o casamento gay na Austrália.

O resultado da pesquisa não será vinculante, porém poderá ajudar na legalização após o Senado australiano negar por duas vezes a organização de um plebiscito e o governo conservador atual, prometeu organizar a pesquisa realizada via correio.

A pesquisa terminará no início de novembro e os resultados no mesmo mês apesar de não vinculantes. Se a pesquisa tiver em sua maioria o sim dos australianos, o governo irá se comprometer na organização de um voto no Parlamento para a mudança das leis no casamento gay.

Os políticos australianos estão debatendo há anos sobre a questão do casamento de pessoas do mesmo sexo e a pesquisa realizada pela Fairfax Media mostra que mais da metade dos australianos aprovam essa união.

O primeiro-ministro, Malcom Turbbull, diz ser a favor e incentivará a população. “Estimulo todos a responder a pesquisa e enviá-la. Votarei sim, como Lucy”, disse o primeiro-ministro se referindo a sua esposa.

O primeiro-ministro é considerado pela população australiana como uma pessoa moderna, e enfrenta a oposição dos outros governistas integrantes da coalizão como o Partido Liberal e o Partido Nacional.

A consulta feita por correio é vista como uma solução de compromisso que deve chegar a 15 milhões de pessoas na Austrália.

A pesquisa por correio pode deixar de fora milhares de jovens, dizem os partidários do sim, e muitos que usam a tecnologia e são a favor do casamento gay deixariam de votar nessas condições.

A capacidade do serviço postal é questionada pelos deputados do Partido Nacional sobre o fato de chegar ou não nas áreas rurais mais distantes do país.

No mundo, ao todo 22 países já legalizaram o casamento gay como a Holanda desde 2001, e daí em diante a Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal, Argentina, Islândia, Dinamarca, Brasil, Uruguai, Nova Zelândia, França, Inglaterra, País de Gales, Escócia, Luxemburgo, Irlanda, Finlândia e Estados Unidos.