Âncora do telejornalismo brasileiro teve que pagar indenização de R$ 60 mil

Um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro, Boris Casoy, teve que pagar indenização de R$ 60 mil a um varredor de ruas, após ter sido acusado de descriminação e ofensas. O varredor José Domingos de Melo, foi ofendido em uma edição do “Jornal da Band”, em transmissão para todo o país.

O apresentador Boris Casoy, atual apresentador do “Rede TV! News” teve que arcar com o valor da indenização ao varredor, junto a emissora Rede TV e sua antiga emissora de TV, a TV Bandeirantes. Essa indenização é por danos morais e é referente a uma vinheta que foi ao ar em uma edição do “Jornal da Band” no ano de 2009.

Na época, o varredor foi convidado pela emissora de TV a fazer saudações de um próspero ano novo que foi levado ao ar, mas que acabou sendo um festival de descriminação e ofensas segundo o varredor.

“Fui abordado pela equipe da Rede Bandeirantes solicitando que desejasse felicitações de ano novo para veiculação na TV, mas não imaginava que minha participação no programa renderia deboche, preconceito e discriminação”, explicou o varredor para a Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana, e Áreas Verdes no Estado de São Paulo – Femaco.

Após a gravação da vinheta ter ido ao ar, o jornalista Boris Casoy fez um comentário precipitado antes de que a equipe técnica encerrasse o áudio em rede nacional. Boris disse sem saber que estava sendo gravado:

“Que ruim, dois lixeiros desejando votos de felicidades do alto de suas vassouras. O mais baixo da escala do trabalho. Deveriam ter editado coisa melhor”, disse o âncora em rede nacional.

O valor da condenação já foi pago a Domingos por Boris Casoy junto as emissoras envolvidas. A condenação foi dada pela 15ª Vara Cível da Capital, e foi lançada no mês de março deste ano (2017). Os advogados que representaram o varredor em todo o processo foram designados pela Femaco.

“Sempre acreditei na justiça. Sabia que uma hora ou outra isso iria acontecer. Muitos colegas diziam que era para eu desistir, que não ia dar em nada e que nós, trabalhadores, somos invisíveis perante a sociedade. Mas eu insisti, acreditei no sindicato e na justiça”, diz Domingos.