Quimioterapia voltada para o câncer de mama, sofre redução entre 2013 e 2015

A quimioterapia vem sendo utilizada como primeira opção de tratamento em casos de câncer de mama ao longo de muitos anos. Mas, de acordo com pesquisadores da Universidade de Stanford – Estados Unidos, houve redução no uso da quimioterapia em casos de câncer de mama em estágios iniciais.

O estudo realizado pela universidade avaliou 3 mil mulheres com casos de câncer em estágios iniciais e com probabilidade de serem indicadas a realização da quimioterapia, e foi publicado no “Journal of the National Cancer Institute”, no dia 11 de dezembro de 2017. A publicação desta pesquisa teve a parceria do Instituto Nacional do Câncer nos Estados Unidos.

As mulheres envolvidas no estudo foram tratadas no período que vai de 2013 a 2015, e foram classificadas conforme o prontuário, sendo o tipo de tumor o critério de participação da pesquisa.

A pesquisa foi crucial no questionamento feito aos médicos que indicaram a quimioterapia às mulheres em 2013, onde 34,5% das mulheres tiveram esse procedimento indicado pelos médicos. Porém, esse número sofreu um queda em 2015, sendo que o número de mulheres indicadas a passarem por esse procedimento foi de 21,3%. Também houve redução no número de mulheres que receberam recomendações para seguir o tratamento com quimioterapia a longo prazo, caindo de 44,9% em 2013 para 31,6% em 2015.

Para se ter certeza do porque da diminuição do número de indicações para a realização da quimioterapia mediante a pesquisa, 504 oncologistas que estavam envolvidos com este estudo foram questionados. Dentre esses profissionais, 67,4% disseram que essas mulheres não aceitavam passar pelo procedimento de quimioterapia logo no início, e testes de verificação do percentual de chances de o câncer atingir os linfonodos eram solicitados. Caso o teste apontasse para uma chance menor de desenvolvimento da doença, a quimioterapia era descartada.

Dentre as mulheres que aceitavam a quimioterapia sem questionamento, a chance de o médico solicitar o exame era somente de 17,5%. O estudo provou que a participação da escolha do tratamento tem se tornado mais assídua ao longo dos anos. Hoje em dia, o paciente pode questionar e até escolher não optar por um tratamento apontado por um profissional.