Pesquisa revela que 64% dos brasileiros adultos estão com vacinas pendentes

O acompanhamento que uma criança recebe em relação ao calendário das vacinas a serem tomadas, é encarado pelos país como fundamental para o desenvolvimento desta criança. Porém, quando essa criança atinge a fase adulta, as vacinas pendentes acabam sendo deixadas de lado pela grande maioria. Não é muito comum encontrar um adulto que tem todas as vacinas em dia, as vezes, nem a carteirinha de vacinação deste adulto existe mais.

Uma pesquisa internacional realizada pelo instituto Ipsos MORI, que foi realizada a pedido da farmacêutica GSK, demonstrou que é um costume muito ligado aos brasileiros deixar de tomar as vacinas após a fase adulta. Dentre os participantes relacionados com o estudo, 64% dos adultos com idade de 18 anos ou mais disseram que não estão com as vacinas em dia. A pesquisa também ajudou a apontar que em média, 33% dos brasileiros desconhecem quais são as vacinas e imunizantes necessários na fase adulta. Outros 10% dos brasileiros enxergam a vacinação como algo importante somente na infância, e 15% acreditam que uma vacina só é importante em ocasiões necessárias, como a realização de uma viagem que necessite de certa vacina.

De acordo com Bárbara Furtado, gerente médica de vacinas da GSK no Brasil, existem muitos motivos que levam a esse tipo de comportamento observado no Brasil. “Além da questão cultural, de que não é preciso se preocupar com vacinação nessa fase, há também a falta de informação e acesso, já que muitas das vacinas indicadas para adultos não estão disponíveis no sistema público”.

Existe um padrão de pensamento entre os brasileiros de que, somente as vacinas que são ofertadas pela rede pública são importantes. O fato da imunização não ser ofertada pelo SUS – Sistema Único de Saúde, não diminui sua importância perante a sociedade. Não existe nenhum embasamento científico nesta afirmação, mas o bom senso e a prevenção de doenças devem ser levados mais a sério.

As pessoas devem se questionar sobre as vacinas na fase adulta, sobre a importância delas mediante as doenças existentes. Os médicos devem participar mais e questionar mais os pacientes sobre as vacinas pendentes. “É muito importante trazer essa discussão. É fundamental que tanto o paciente se sinta confortável para tirar suas dúvidas, quanto os médicos estejam preparados para responder. As doenças estão aí, nenhuma delas foi erradicada, e a gente precisa se prevenir de uma forma melhor do que a que fazemos hoje”, afirma Bárbara.