Dados vazados de usuários causam um alerta na empresa

Os dados que foram expostos tanto dos usuários do Uber assim como dos motoristas que trabalham para o aplicativo atingiram aproximadamente 57 milhões de pessoas no mundo todo, conforme foi anunciado pela agência de notícias “Bloomberg” que teve como fonte a empresa de aplicativo de transporte, Uber.

As informações que tiveram vazamentos foram os nomes e números de licença de motorista de cerca de 600 mil cadastrados, nos Estados Unidos. Em seu blog, a empresa diz que está oferecendo todo o suporte necessário para os prejudicados pelo vazamento de dados por correio ou e-mail, e está oferecendo uma monitoração sem custos de crédito e proteção contra roubo de identidade.

Dados pessoais dos motoristas e dos usuários do Uber também foram vazados como telefone celular, endereços de e-mail e nomes. Peritos forenses externos, especialistas contratados pelo aplicativo, não encontraram nenhuma evidência de que informações como número de contas bancárias, números de cartões de crédito, histórico de locais de viagem, datas de nascimento, ou Social Security Numbers (espécie de RG para americanos) tenham sido divulgados no vazamento.

Quando o incidente com o vazamento de informações aconteceu, a empresa teve ações rápidas para proteger dados confidenciais, fechando o acesso não autorizado e tornando mais forte a segurança de dados. Na época do fato, em novembro de 2016, a empresa teve ações para impedir que danos maiores ocorressem e também evitá-los, no entanto, o vazamento de dados não havia sido comunicado aos motoristas. Reconhecendo que não teve uma decisão correta o Uber tomou as ações relatadas.

De acordo com o ministro digital do Reino Unido, Matt Hancock, o ataque trouxe danos aos usuários britânicos, apesar de não se ter exatamente a quantidade de pessoas atingidas. Existe uma investigação que está analisando a extensão e a quantidade de informação afetada. No Brasil, o Uber não se manifestou em relação a quantidade de brasileiros afetados entre usuários e motoristas do aplicativo.

Para o professor de direito digital e proteção de dados, Rony Vainnzof, os vazamentos não geram muitas surpresas uma vez que grandes empresas de tecnologia também já apresentaram problemas de exposições de informações e tomaram medidas para reduzir os seus efeitos.